Questão 104 do Enem 2014: não há um só português correto
Nos outros cadernos: amarelo 100 · cinza 130 · rosa 116
Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma da língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não!
Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo do dos manuais de instrução; o dos juízes do Supremo não é o mesmo do dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo do dos cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas.
POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011 (adaptado).
Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. Assim sendo, o domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas, saber
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que implica dominar a língua, segundo o autor.
O que o texto diz
“não existe apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo do dos manuais de instrução”.
A resposta
Cada tipo de texto pede seu estilo. Dominar a língua é saber adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.
Alternativa D.
D Gabarito: alternativa D
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
A informalidade cabe em certos textos. (6,3% marcaram)
- B
Circulação ampla não é o critério. (8,2% marcaram)
- C
Foi a errada mais marcada. O jornal tem vários estilos. (8,4% marcaram)
- E
O autor diz que a escola deve continuar corrigindo. (7,4% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.977.729 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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