Questão 126 do Enem 2010 PPL: os sotaques nordestinos
Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino fala igual; contudo as variações são mais numerosas que as notas de uma escala musical. Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar de seus nativos muito mais variantes do que se imagina. E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo mundo ri, porque parece impossível que um praiano de beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejo de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the; já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu de todos os terminais em al ou el – carnavau, Raqueu... Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só me chamava, afetuosamente, de Raquer.
QUEIROZ, R. O Estado de São Paulo. 09 maio 1998 (fragmento adaptado).
Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de variação linguística que se percebe no falar de pessoas de diferentes regiões. As características regionais exploradas no texto manifestam-se
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Onde se manifestam as diferenças regionais.
O que o texto diz
“conferir a pronúncia de cada um”; “uns tês doces, quase um the”; “carnavau, Raqueu”; “os paraibanos trocam o l pelo r”.
A resposta
Todos os exemplos são de som: como se pronunciam t, l e r. As características se manifestam na fonologia.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
Não fala de palavras diferentes.
- C
Não é formalidade.
- D
Não é sintaxe.
- E
Não é morfologia.
Raio-X da questão
Dados oficiais do Inep. Os microdados desta aplicação não trazem as respostas dos candidatos, então aparecem só a dificuldade pela TRI e a habilidade avaliada.
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