Questão 16 do Enem 2023: a variação linguística na Libras
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Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo, sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunicação oficial da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais.
Essas variações são um dos temas da disciplina Linguística na língua de sinais, oferecida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) ao longo do segundo semestre. “Muitas pessoas pensam que a língua de sinais é universal, o que não é verdade”, explica a professora e chefe do Departamento de Linguística, Literatura e Letras Clássicas da Unesp. “Mesmo dentro de um mesmo país, ela sofre variação em relação à localização geográfica, à faixa etária e até ao gênero dos usuários”, completa a especialista.
Os surdos podem criar sinais diferentes para identificar lugares, objetos e conceitos. Em São Paulo, o sinal de “cerveja” é feito com um giro do punho como uma meia-volta. Em Minas, a bebida é citada quando os dedos indicador e médio batem no lado do rosto. Também ocorrem mudanças históricas. Um sinal pode sofrer alterações decorrentes dos costumes da geração que o utiliza.
Disponível em: www.educacao.sp.gov.br. Acesso em: 1 nov. 2021 (adaptado).
Nesse texto, a Língua Brasileira de Sinais (Libras)
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que o texto mostra sobre a Libras.
O que o texto diz
- Compara com mandioca/macaxeira/aipim e semáforo/sinaleiro/farol.
- A Libras varia “em relação à localização geográfica, à faixa etária e até ao gênero” e também ao longo do tempo.
A resposta
Como o português, a Libras tem variação regional, social e histórica. Ela passa por fenômenos de variação linguística como qualquer outra língua.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
Foi a errada mais marcada. O sinal muda, mas o sentido é o mesmo (cerveja é cerveja). (27,8% marcaram)
- C
Muda o vocabulário, não a estrutura da língua. (11% marcaram)
- D
É a mesma Libras, com variações, não línguas diferentes. (11,2% marcaram)
- E
Não se fala em falta de compreensão. (4% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.816.239 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,4% · Mais de uma marcada: 0%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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