Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 123 do Enem 2016: da fala para a escrita

Enem 2016 · 2º dia · caderno azul · Língua Portuguesa · Variação linguística

Nos outros cadernos: amarelo 106 · rosa 99 · cinza 121

Só quer conferir? Ver o gabarito

E são amostras do português culto urbano.

TEXTO I

Entrevistadora — eu vou conversar aqui com a professora A. D. ... o português então não é uma língua difícil?

Professora — olha se você parte do princípio… que a língua portuguesa não é só regras gramaticais… não se você se apaixona pela língua que você… já domina que você já fala ao chegar na escola se o teu professor cativa você a ler obras da literatura… obras da/ dos meios de comunicação… se você tem acesso a revistas… é... a livros didáticos… a... livros de literatura o mais formal o e/ o difícil é porque a escola transforma como eu já disse as aulas de língua portuguesa em análises gramaticais.

TEXTO II

Entrevistadora — Vou conversar com a professora A. D. O português é uma língua difícil?

Professora — Não, se você parte do princípio que a língua portuguesa não é só regras gramaticais. Ao chegar à escola, o aluno já domina e fala a língua. Se o professor motivá-lo a ler obras literárias, e se tem acesso a revistas, a livros didáticos, você se apaixona pela língua. O que torna difícil é que a escola transforma as aulas de língua portuguesa em análises gramaticais.

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001 (adaptado).

O Texto I é a transcrição de uma entrevista concedida por uma professora de português a um programa de rádio. O Texto II é a adaptação dessa entrevista para a modalidade escrita. Em comum, esses textos

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

O que os dois textos têm em comum.

O que o texto diz

Texto I: fala espontânea, com “olha”, “é…”, reticências. Texto II: a mesma fala reescrita. Quem fala nos dois é uma professora, numa entrevista de rádio.

A resposta

Falada ou escrita, a variedade é a de uma falante escolarizada da cidade: muda a modalidade, não a variedade. Os dois são amostras do português culto urbano.

Alternativa E.

E Gabarito: alternativa E

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    Foi a mais marcada. Hesitações só no Texto I. (30,8% marcaram)

  • B

    O Texto I não segue a norma escrita. (24,8% marcaram)

  • C

    O Texto II é planejado. (16,6% marcaram)

  • D

    Não há linguagem literária. (13,9% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.689.442 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIDifícilParâmetro B: 736 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 4ª mais difícil de 48 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram13,6%dos candidatos marcaram a E
Habilidade 27 · Competência 8Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Como os candidatos responderam
  • A30,8% mais marcada
  • B24,8%
  • C16,6%
  • D13,9%
  • E13,6% ✓ gabarito

Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Linguagens
  • abaixo de 50010,6%
  • 500 a 60013,7%
  • 600 a 70022,3%
  • 700 ou mais41%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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