Questão 115 do Enem 2016: pirilampo e caga-lume
Nos outros cadernos: amarelo 133 · rosa 112 · cinza 97
O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma interessante certidão de nascimento. De repente, no fim do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um manancial de metáforas, pois possuía um nome “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a partir do grego pyr, significando ‘fogo’, e lampas, ‘candeia’.
FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das Línguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).
O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz respeito à
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Resolução comentada
O que a questão pede
Em que consiste o tabu linguístico.
O que o texto diz
“possuía um nome ‘indecoroso’ que não podia ser ‘usado em papéis sérios’: caga-lume.”
A resposta
Tabu linguístico é evitar uma palavra por pudor social. Aqui, “caga-lume” foi trocado por “pirilampo”: houve restrição ao uso de um vocábulo pouco aceito socialmente.
Alternativa E.
E Gabarito: alternativa E
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Não se recupera sentido antigo. (7,9% marcaram)
- B
Foi a errada mais marcada. Não há ampliação de sentido. (22,5% marcaram)
- C
Os poetas não produziram nada impróprio. (7,5% marcaram)
- D
O grego é a solução, não o tabu. (14,6% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.689.442 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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