Questão 92 do Enem 2009: “Julinho, é você, cara?”
Nos outros cadernos: amarelo 92 · cinza 93 · rosa 93
Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?
Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.
Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?
Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.
Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).
Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Por que a fala da gerente muda.
O que o texto diz
“O senhor é nosso cliente?” — depois: “Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília?”
A resposta
Ao reconhecer um conhecido, ela troca o “senhor” por “cara” e “cê tá”. A mudança se deve à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
Foi a errada mais marcada. Ser funcionário não basta; ela o reconhece. (16,9% marcaram)
- C
Ele trabalhava lá; não se sabe onde nasceram. (4,8% marcaram)
- D
Nome completo é formal, não íntimo. (7,7% marcaram)
- E
Ela muda para conversa pessoal. (4,6% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.435.588 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0,2%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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