Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 43 do Enem 2025: a Cacique Pequena, do povo Jenipapo-Kanindé

Enem 2025 · 1º dia · caderno azul · Língua Portuguesa · Gêneros textuais

Nos outros cadernos: amarelo 37 · verde 41 · branco 41 · laranja 41

Só quer conferir? Ver o gabarito

D protagonismo feminino na linha sucessória desse povo.

Em 1995, os Jenipapo-Kanindé quebraram a tradição da sucessão masculina e nomearam Maria de Lourdes da Conceição Alves como sua líder. Desde então, a Cacique Pequena guia o povo em grandes batalhas pelo direito a terra, educação, saúde e cidadania. Hoje, a anciã de 73 anos prepara duas filhas para lhe sucederem quando ela “tombar e pai Tupã a levar”.

Hoje, 129 famílias do município de Aquiraz são reconhecidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) como indígenas, principal luta de Pequena para o seu povo desde o início. “Em 1995, fui a Brasília e tive a oportunidade de conversar com o presidente da Funai. Pedi que mandasse o povo dele na aldeia para fazer o estudo da nossa mãe-terra e de nós”. Dois anos depois, vieram os antropólogos, que concluíram: “Nós era índio sim!”, diz ela.

Há cerca de oito anos, Pequena adoeceu e ficou entre a vida e a morte. Nesse momento, precisou escolher, entre os 16 filhos, quem assumiria sua missão quando partisse. Reunida, a família decidiu sobre a sucessão. “Disseram que, como eu era a primeira cacique mulher do Ceará, acharam melhor eu colocar duas filhas”.

Disponível em: www.sesc-ce.com.br. Acesso em: 15 set. 2024 (adaptado).

Ao abordar a realidade da etnia Jenipapo-Kanindé, essa reportagem cumpre uma função social quando destaca o(a)

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

O que a reportagem destaca para cumprir uma função social.

O que o texto diz

  • Os Jenipapo-Kanindé “quebraram a tradição da sucessão masculina” e escolheram Maria de Lourdes, a Cacique Pequena.
  • Ela foi “a primeira cacique mulher do Ceará”.
  • Para a sucessão, a família escolheu duas filhas.

A resposta

A reportagem abre com a quebra da tradição masculina e fecha com a escolha das filhas para suceder a mãe. O destaque é o protagonismo feminino na linha sucessória desse povo.

Alternativa D.

D Gabarito: alternativa D

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    As 129 famílias são um dado do texto, não o destaque. (7,4% marcaram)

  • B

    O povo quebrou a tradição da sucessão masculina. (18,7% marcaram)

  • C

    O estudo dos antropólogos foi sobre a identidade do povo; demarcação não é citada. (7% marcaram)

  • E

    Foi a errada mais marcada. O reconhecimento pela Funai é uma conquista de Pequena, mas o fio do texto é a liderança dela e das filhas. (22,4% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.389.296 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 566 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 30ª mais difícil de 50 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram43,8%dos candidatos marcaram a D
Habilidade 3 · Competência 1Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
Como os candidatos responderam
  • A7,4%
  • B18,7%
  • C7%
  • D43,8% ✓ gabarito
  • E22,4%

Em branco: 0,5% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Linguagens
  • abaixo de 50023,1%
  • 500 a 60048,7%
  • 600 a 70063,1%
  • 700 ou mais78,7%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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