Questão 114 do Enem 2014 PPL: Cena, de Oswald de Andrade
Nos outros cadernos: cinza 114
Cena
O canivete voou
E o negro comprado na cadeia
Estatelou de costas
E bateu coa cabeça na pedra
ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001.
O Modernismo representou uma ruptura com os padrões formais e temáticos até então vigentes na literatura brasileira. Seguindo esses aspectos, o que caracteriza o poema Cena como modernista é o(a)
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O traço modernista do poema.
O que o texto diz
“O canivete voou / E o negro […] / Estatelou de costas / E bateu coa cabeça na pedra”.
A resposta
São flashes rápidos, um depois do outro, como cortes de cinema, sem comentário. O que caracteriza o poema é o uso da técnica de montagem de imagens justapostas.
Alternativa E.
E Gabarito: alternativa E
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Não há palavra inventada. (26,8% marcaram)
- B
O vocabulário é comum. (18,6% marcaram)
- C
Foi a mais marcada. Não há sentimentalismo. (27,7% marcaram)
- D
Não há lugar-comum subvertido. (9,3% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 956 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
Mais questões de modernismo
- 2025 COP30 (Belém) · Q16Prefácio de “Diário do hospício” e “O cemitério dos vivos”, de Lima Barreto
- 2025 PPL · Q19“Infância”, de Graciliano Ramos: o menino que aprende a ler
- 2025 COP30 (Belém) · Q32Benjamim Costallat sobe a favela em 1924: mazelas e alegria
- 2025 COP30 (Belém) · Q33“O perguntar e o responder”, de Drummond: o espelho que pergunta
- 2025 COP30 (Belém) · Q41Clarice Lispector: “como é que se escreve?”
- 2024 PPL · Q6“Igual-desigual”, de Drummond: “Ninguém é igual a ninguém”
