Questão 108 do Enem 2025: a força de atrito muda quando o trabalhador puxa menos?
Nos outros cadernos: amarelo 103 · verde 96 · cinza 102
Para transportar uma caixa do primeiro para o segundo piso de uma construção, um trabalhador precisará arrastá-la sobre um plano inclinado. O trabalhador começa a arrastar a caixa no primeiro piso, exercendo sobre ela uma força de grande intensidade, paralela ao seu deslocamento. Na medida em que a caixa sobe o plano inclinado, ele decide reduzir a força sobre ela, arrastando-a lentamente até chegar ao segundo piso. Considere que a caixa permanece em movimento nos encontros dos pisos com o plano inclinado, e que a rugosidade entre as superfícies permanece a mesma durante todo o percurso.
O comportamento da força de atrito entre a caixa e o chão no plano inclinado é representado em:
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Como varia a força de atrito enquanto a caixa sobe o plano inclinado, sabendo que o trabalhador diminui a força que aplica.
A caixa está sempre em movimento
O enunciado garante que a caixa “permanece em movimento”. Então o atrito é sempre cinético:
Ele depende só de duas coisas:
- , o coeficiente de atrito, que é constante porque “a rugosidade permanece a mesma”;
- , a força normal. No plano inclinado, , que é constante ao longo da rampa porque a inclinação não muda.
E a força do trabalhador?
Ela não aparece na fórmula do atrito cinético. Quando ele puxa menos, o que muda é a velocidade da caixa (ela desacelera até subir devagar), e não o atrito.
Como e são constantes, o atrito no plano é constante: uma reta horizontal no gráfico.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Não há motivo para o atrito cair e voltar a subir no plano: a caixa está sempre em movimento e a normal não muda ao longo da rampa. (11,7% marcaram)
- B
Lembra a curva do atrito estático subindo até o máximo e caindo para o cinético quando o objeto começa a deslizar. Mas a caixa já chega ao plano em movimento: não há fase estática. (28,7% marcaram)
- D
Liga a queda do atrito à redução da força do trabalhador. O atrito cinético não depende da força aplicada, só do coeficiente e da normal. (21,1% marcaram)
- E
Foi a mais marcada, empatada com a B. Mistura o pico do atrito estático com a ideia de que o atrito diminui quando o trabalhador puxa menos. Com a caixa deslizando, o atrito é cinético e constante. (28,8% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.178.231 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
Força de Atrito
Atrito estático e cinético, frenagem com e sem ABS e o atrito nos pés de quem caminha.
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