Questão 42 do Enem 2025 PPL: Zabé da Loca e o pífano
Nos outros cadernos: amarelo 37 · verde 31 · branco 45 · laranja 45
TEXTO I
Zabé da Loca tinha a leveza do sopro e a força do vento. Nasceu Isabel Marques da Silva, em 1925. As adversidades da vida, a pobreza e a miséria a obrigaram a viver por mais de 20 anos numa gruta, numa loca, como é dito em sua terra, a Paraíba. Virou Zabé da Loca, para abreviar. Não era muito de conversa, mas dava seu recado nas notas fortes de um pífano, instrumento tipicamente nordestino que a acompanhava desde os 6 anos de idade. Gravou disco, ganhou prêmios e até uma casa na cidade onde viveu, Monteiro, a 300 quilômetros da capital, João Pessoa. Incansável, criou em sua cidade um projeto no qual ensinou 80 crianças do sertão paraibano a espalharem melodias com a pequena flauta.
CORREIA FILHO, J. Sopro de resistência. Página 22, n. 50, mar. 2011. São Paulo: FGV (adaptado).
TEXTO II

Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo. Disponível em: www.g1.globo.com. Acesso em: 30 out. 2025 (adaptado).
Zabé da Loca tornou-se uma referência artística e educacional para a cultura brasileira, o que é evidenciado pela
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que mostra que Zabé virou referência artística e educacional.
O que o texto diz
- Tocava pífano desde os 6 anos, sem escola, vivendo na pobreza.
- Gravou disco e ganhou prêmios (referência artística).
- Criou um projeto em que “ensinou 80 crianças do sertão paraibano” a tocar a flauta (referência educacional).
A resposta
O que ela aprendeu sozinha virou ensino para outras crianças. Isso é a transferência de conhecimento musical autodidata para o ensino de instrumento de sopro.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
Foi a errada mais marcada. O saber dela é popular, aprendido na vida, não formal. (15,1% marcaram)
- C
O pífano é da música popular nordestina, não da música formal. (3,2% marcaram)
- D
O texto fala de um projeto para crianças, sem método sistematizado. (12,2% marcaram)
- E
A casa em Monteiro veio depois do reconhecimento. (2,6% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 312 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,3%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
Mais questões de música, teatro e dança
- 2025 PPL · Q8“Ai, que saudades da Amélia” e “Desconstruindo Amélia”, de Pitty
- 2024 · Q8Cavaquinho, machete e ukulele: instrumentos que mudam de terra em terra
- 2024 · Q22Racionais MCs, “Capítulo 4, versículo 3”: a palavra como arma
- 2024 PPL · Q25A viola caipira: do violeiro ofendido ao curso na USP
- 2024 PPL · Q31Gonzaguinha, “Recado”: o tom de ameaça nos “se”
- 2023 PPL · Q6Gilberto Gil, “O fim da história”: “Nunca Mais” e “Nunca É Demais”
