Questão 13 do Enem 2019: Pinote, de “O rei da vela”
Nos outros cadernos: amarelo 23 · rosa 42 · branco 29 · laranja 23
HELOÍSA: Faz versos?
PINOTE: Sendo preciso... Quadrinhas... Acrósticos... Sonetos... Reclames.
HELOÍSA: Futuristas?
PINOTE: Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei a acreditar na independência... Mas foi uma tragédia! Começaram a me tratar de maluco. A me olhar de esguelha. A não me receber mais. As crianças choravam em casa. Tenho três filhos. No jornal também não pagavam, devido à crise. Precisei viver de bicos. Ah! Reneguei tudo. Arranjei aquele instrumento (Mostra a faca) e fiquei passadista.
ANDRADE, O. O rei da vela. São Paulo: Globo, 2003.
O fragmento da peça teatral de Oswald de Andrade ironiza a reação da sociedade brasileira dos anos 1930 diante de determinada vanguarda europeia. Nessa visão, atribui-se ao público leitor uma postura
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Que postura a peça atribui ao público leitor.
O que o texto diz
- Pinote foi futurista: “Começaram a me tratar de maluco.”
- Para sobreviver, “Reneguei tudo […] e fiquei passadista”, escrevendo quadrinhas e sonetos.
A resposta
O público rejeitou a novidade e só aceitou as formas de sempre, obrigando o poeta a voltar atrás. A postura atribuída é conservadora, ao optar por modelos consagrados.
Alternativa B.
B Gabarito: alternativa B
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Foi a errada mais marcada. As quadrinhas, simples, são aceitas. (24,6% marcaram)
- C
Reclames e quadrinhas não são eruditos. (11,6% marcaram)
- D
O futurismo é rejeitado por ser novo, não por ser estrangeiro. (15,9% marcaram)
- E
O futurismo não é aceito. (15,9% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.923.046 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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