Questão 44 do Enem 2019 PPL: “Fronteira”, de Cornélio Penna
Nos outros cadernos: amarelo 8 · branco 38 · rosa 16 · laranja 44
As montanhas correm agora, lá fora, umas atrás das outras, hostis e espectrais, desertas de vontades novas que as humanizem, esquecidas já dos antigos homens lendários que as povoaram e dominaram.
Carregam nos seus dorsos poderosos as pequenas cidades decadentes, como uma doença aviltante e tenaz, que se aninhou para sempre em suas dobras. Não podendo matá-las de todo ou arrancá-las de si e vencer, elas resignam-se e as ocultam com sua vegetação escura e densa, que lhes serve de coberta, e resguardam o seu sonho imperial de ferro e ouro.
PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Artium, 2001.
As soluções de linguagem encontradas pelo narrador projetam uma perspectiva lírica da paisagem contemplada. Essa projeção alinha-se ao poético na medida em que
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Por que a visão da paisagem se alinha ao poético.
O que o texto diz
- As montanhas “correm”, são “hostis e espectrais”, “esquecidas” dos homens.
- Carregam as cidades “como uma doença”, “resignam-se” e “as ocultam”.
A resposta
As montanhas sentem, se ressentem e se resignam, como pessoas. A projeção é poética porque reveste o inanimado de vitalidade e ressentimento.
Alternativa B.
B Gabarito: alternativa B
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Montanhas e homens estão em conflito, não em identidade.
- C
As cidades são “decadentes”, não prósperas.
- D
Cores e formas não são o foco.
- E
A ruína aparece, mas o lírico está em dar vida às montanhas.
Raio-X da questão
Dados oficiais do Inep. Os microdados desta aplicação não trazem as respostas dos candidatos, então aparecem só a dificuldade pela TRI e a habilidade avaliada.
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