Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 46 do Enem 2013: o papel do eletrólito no músculo artificial

Enem 2013 · 1º dia · caderno azul · Química · Físico-química

Nos outros cadernos: amarelo 58 · branco 53 · rosa 69

Só quer conferir? Ver o gabarito

B permite a difusão dos íons promovida pela aplicação de diferença de potencial, fechando o circuito elétrico.

Músculos artificiais são dispositivos feitos com plásticos inteligentes que respondem a uma corrente elétrica com um movimento mecânico. A oxidação e redução de um polímero condutor criam cargas positivas e/ou negativas no material, que são compensadas com a inserção ou expulsão de cátions ou ânions. Por exemplo, na figura os filmes escuros são de polipirrol e o filme branco é de um eletrólito polimérico contendo um sal inorgânico. Quando o polipirrol sofre oxidação, há a inserção de ânions para compensar a carga positiva no polímero e o filme se expande. Na outra face do dispositivo o filme de polipirrol sofre redução, expulsando ânions, e o filme se contrai. Pela montagem, em sanduíche, o sistema todo se movimenta de forma harmônica, conforme mostrado na figura.

Sanduíche de dois filmes escuros de polipirrol com um filme claro de eletrólito polimérico no meio. Sem corrente, fica reto; com corrente num sentido, curva-se para um lado; com corrente no sentido oposto, curva-se para o outro

DE PAOLI, M. A. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, São Paulo, maio 2001 (adaptado).

A camada central de eletrólito polimérico é importante porque

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

Para que serve a camada de eletrólito no meio do sanduíche.

O que acontece nos filmes

  • Num filme, o polipirrol é oxidado e precisa receber ânions: expande.
  • No outro, é reduzido e expulsa ânions: contrai.

O eletrólito

Esses ânions precisam passar de um filme para o outro. O eletrólito é um material em que íons se movem: ele permite essa migração. Como numa pilha, os elétrons andam pelo fio externo e os íons andam pelo eletrólito: assim o circuito se fecha.

Alternativa B.

B Gabarito: alternativa B

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    Não há emissão de partículas pelo aquecimento; o efeito é químico, não térmico. (18,1% marcaram)

  • C

    A expansão vem da entrada e saída de íons, não de dilatação térmica. (20,3% marcaram)

  • D

    Foi a mais marcada. Num eletrólito, quem se move são íons, não elétrons livres. (28,4% marcaram)

  • E

    O movimento vem da troca de íons entre os filmes, não da polarização das moléculas. (17,5% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.201.188 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIDifícilParâmetro B: 765 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 7ª mais difícil de 45 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram15,4%dos candidatos marcaram a B
Habilidade 20 · Competência 6Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.
Como os candidatos responderam
  • A18,1%
  • B15,4% ✓ gabarito
  • C20,3%
  • D28,4% mais marcada
  • E17,5%

Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Ciências da Natureza
  • abaixo de 50016,2%
  • 500 a 60011,9%
  • 600 a 70017,1%
  • 700 ou mais50%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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