Questão 112 do Enem 2013 PPL: Mar português, de Pessoa
Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
PESSOA, F. Mensagem. São Paulo: Difel, 1986.
Nos versos 1 e 2, a hipérbole e a metonímia foram utilizadas para subverter a realidade. Qual o objetivo dessa subversão para a constituição temática do poema?
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O objetivo da hipérbole e da metonímia.
O que o texto diz
“Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!”; “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena.”
A resposta
Dizer que o sal do mar são lágrimas portuguesas mede o tamanho do sacrifício, e o sacrifício mostra a grandeza da conquista. O objetivo é potencializar a importância dos feitos lusitanos durante as grandes navegações.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
Não há choro da natureza.
- C
Não são dificuldades técnicas.
- D
Não há batalhas perdidas.
- E
Não há sons do mar.
Raio-X da questão
Dados oficiais do Inep. Os microdados desta aplicação não trazem as respostas dos candidatos, então aparecem só a dificuldade pela TRI e a habilidade avaliada.
Mais questões de modernismo
- 2025 COP30 (Belém) · Q16Prefácio de “Diário do hospício” e “O cemitério dos vivos”, de Lima Barreto
- 2025 PPL · Q19“Infância”, de Graciliano Ramos: o menino que aprende a ler
- 2025 COP30 (Belém) · Q32Benjamim Costallat sobe a favela em 1924: mazelas e alegria
- 2025 COP30 (Belém) · Q33“O perguntar e o responder”, de Drummond: o espelho que pergunta
- 2025 COP30 (Belém) · Q41Clarice Lispector: “como é que se escreve?”
- 2024 PPL · Q6“Igual-desigual”, de Drummond: “Ninguém é igual a ninguém”
