Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 26 do Enem 2010: por que Tiradentes virou herói

Enem 2010 · 1º dia · caderno azul · História · Brasil República

Nos outros cadernos: amarelo 20 · branco 26 · rosa 24

Só quer conferir? Ver o gabarito

C ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.

I – Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o passado monarquista, incorporar distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói cívico-religioso, como mártir, integrador, portador da imagem do povo inteiro.

CARVALHO, J. M. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

II – Ei-lo, o gigante da praça,/ O Cristo da multidão!/ É Tiradentes quem passa/ Deixem passar o Titão.

ALVES, C. Gonzaga ou a revolução de Minas. In: CARVALHO, J. M. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

A 1ª República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heroica capaz de congregar diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime. Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

A que se ligava o esforço simbólico da República.

O que os textos dizem

  • I: a República “precisava […] consolidar-se”, e Tiradentes seria “portador da imagem do povo inteiro”.
  • II: “o Cristo da multidão”.

A resposta

Proclamada por militares sem participação popular, a República precisava de um herói que conquistasse o povo. Isso se liga ao fato de a proclamação ter sido um movimento de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.

Alternativa C.

C Gabarito: alternativa C

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    Foi a mais marcada. O texto diz que não era para vê-lo como radical. (40,2% marcaram)

  • B

    A Inconfidência não foi positivista. (10,9% marcaram)

  • D

    A imagem de Cristo foi construída, não a causa. (21,8% marcaram)

  • E

    Explica a exclusão deles, não o esforço simbólico. (8,8% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.370.400 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIDifícilParâmetro B: 723 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 7ª mais difícil de 42 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram18%dos candidatos marcaram a C
Habilidade 4 · Competência 1Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
Como os candidatos responderam
  • A40,2% mais marcada
  • B10,9%
  • C18% ✓ gabarito
  • D21,8%
  • E8,8%

Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Ciências Humanas
  • abaixo de 50017,5%
  • 500 a 60012,5%
  • 600 a 70020,8%
  • 700 ou mais60,2%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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