Questão 11 do Enem 2022 PPL: Beethoven e o caminhão de gás
Nos outros cadernos: amarelo 35 · rosa 31 · branco 43 · laranja 43
Dentre as músicas clássicas que tinham potencial para ganhar as ruas das grandes cidades brasileiras, uma se destacou e acabou se transformando em um recado ao inconsciente coletivo: se as notas ouvidas lá longe são a melodia Für Elise, interpretada ao piano, é um caminhão vendendo gás que se aproxima. Essa história, que torna a obra do compositor alemão Ludwig van Beethoven um meme nacional, começou quando as firmas de venda de gás porta a porta queriam uma solução para substituir o barulho das buzinas e os gritos de “Ó o gás”. Com o objetivo de diminuir a poluição sonora, a prefeitura de São Paulo promulgou a Lei n. 11 016, em 1991, que institui que “Fica proibido o uso da buzina, pelos caminhões de venda de gás engarrafado a domicílio, para anunciar a sua passagem pelas vias e logradouros”. Entregadores de empresas de distribuição de gás recorreram a chips com músicas livres de direitos autorais. No início, não era apenas Für Elise — notas de outros temas clássicos também eram ouvidas. Mas a força da bagatela beethoveniana composta em 1810 acabou se sobrepondo às demais e virou praticamente um símbolo.
Disponível em: www.dw.com. Acesso em: 21 dez. 2020 (adaptado).
Ludwig van Beethoven (1770-1827) é mundialmente conhecido como um dos maiores representantes da música de concerto do período romântico. A adoção de uma de suas obras mais difundidas como anúncio de venda de gás engarrafado indica a
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Resolução comentada
O que a questão pede
O que indica o uso de “Für Elise” no caminhão de gás.
O que o texto diz
Uma peça de piano de 1810 virou, no Brasil, sinal de que “é um caminhão vendendo gás que se aproxima”, um “meme nacional”.
A resposta
Composta para concerto, a obra ganhou uma função comercial nas ruas de São Paulo. Isso indica a modificação da função que uma obra artística pode sofrer em diferentes épocas e lugares.
Alternativa D.
D Gabarito: alternativa D
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Não há intenção educativa. (6,1% marcaram)
- B
É um caso específico, não a presença geral da música europeia. (6,1% marcaram)
- C
Foi a errada mais marcada. Quem diminui o barulho é a lei; a música é a solução encontrada. (22,8% marcaram)
- E
As empresas usaram músicas livres de direitos; não houve articulação com o poder público para isso. (6,8% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 937 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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