Questão 31 do Enem 2020: a síndrome do coração partido
Nos outros cadernos: amarelo 7 · rosa 20 · branco 13
Mulher tem coração clinicamente partido após morte de cachorro
Como explica o The New England Journal of Medicine, a paciente, chamada Joanie Simpson, tinha sinais de infarto, como dores no peito e pressão alta, e apresentava problemas nas artérias coronárias. Ao fazerem um ecocardiograma, os médicos encontraram o problema: cardiomiopatia de Takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido.
Essa condição médica tipicamente acontece com mulheres em fase pós-menstrual e pode ser precedida por um evento muito estressante ou emotivo. Nesses casos, o coração apresenta um movimento discinético transitório da parede anterior do ventrículo esquerdo, com acentuação da cinética da base ventricular, de acordo com um artigo médico brasileiro que relata um caso semelhante. Simpson foi encaminhada para casa após dois dias e passou a tomar medicamentos regulares.
Ao Washington Post, ela contou que estava quase inconsolável após a perda do seu animal de estimação, um cão da raça yorkshire terrier. Recuperada após cerca de um ano, ela diz que não abrirá mão de ter um animal de estimação porque aprecia a companhia e o amor que os cachorros dão aos humanos. O caso aconteceu em Houston, nos Estados Unidos.
Disponível em: https://exame.abril.com.br. Acesso em: 1 dez. 2017.
Pelas características do texto lido, que trata das consequências da perda de um animal de estimação, considera-se que ele se enquadra no gênero
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O gênero do texto.
O que o texto diz
- Título que resume o fato, linguagem objetiva, terceira pessoa.
- Fontes citadas: The New England Journal of Medicine, Washington Post.
- Quem, o quê, onde: Joanie Simpson, síndrome do coração partido, Houston.
A resposta
O texto informa um fato recente e explica o que ele é, apoiado em fontes. É uma notícia, pois divulga fatos sobre a síndrome do coração partido.
Alternativa E.
E Gabarito: alternativa E
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
É um caso real, não ficção. (3,6% marcaram)
- B
A fala dela é citada, mas quem escreve é um jornalista. (9,5% marcaram)
- C
Foi a errada mais marcada. A explicação médica é breve; não há discussão aprofundada. (24,7% marcaram)
- D
O relato seria em primeira pessoa, pela própria paciente. (15,2% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.663.542 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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