Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 43 do Enem 2018: o mito do sexo frágil no futebol

Enem 2018 · 1º dia · caderno azul · Educação Física · Esporte e cultura corporal

Nos outros cadernos: amarelo 19 · rosa 38 · branco 34 · laranja 43

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A argumento biológico para justificar desigualdades históricas e sociais.

Encontrando base em argumentos supostamente científicos, o mito do sexo frágil contribuiu historicamente para controlar as práticas corporais desempenhadas pelas mulheres. Na história do Brasil, exatamente na transição entre os séculos XIX e XX, destacam-se os esforços para impedir a participação da mulher no campo das práticas esportivas. As desconfianças em relação à presença da mulher no esporte estiveram culturalmente associadas ao medo de masculinizar o corpo feminino pelo esforço físico intenso. Em relação ao futebol feminino, o mito do sexo frágil atuou como obstáculo ao consolidar a crença de que o esforço físico seria inapropriado para proteger a feminilidade da mulher “normal”. Tal mito sustentou um forte movimento contrário à aceitação do futebol como prática esportiva feminina. Leis e propagandas buscaram desacreditar o futebol, considerando-o inadequado à delicadeza. Na verdade, as mulheres eram consideradas incapazes de se adequar às múltiplas dificuldades do “esporte-rei”.

TEIXEIRA, F. L. S.; CAMINHA, I. O. Preconceito no futebol feminino: uma revisão sistemática. Movimento, Porto Alegre, n. 1, 2013 (adaptado).

No contexto apresentado, a relação entre a prática do futebol e as mulheres é caracterizada por um

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Resolução comentada

O que a questão pede

O que caracteriza a relação entre futebol e mulheres no contexto.

O que o texto diz

“Encontrando base em argumentos supostamente científicos, o mito do sexo frágil contribuiu historicamente para controlar as práticas corporais desempenhadas pelas mulheres.”

A resposta

Usou-se a ideia de um corpo feminino frágil por natureza para afastar as mulheres do esporte. A relação se caracteriza por um argumento biológico para justificar desigualdades históricas e sociais.

Alternativa A.

A Gabarito: alternativa A

Por que as outras alternativas estão erradas

  • B

    Foi a errada mais marcada. A mídia reforçou o mito. (30,8% marcaram)

  • C

    O mito é a base; preservar o futebol é consequência. (13,5% marcaram)

  • D

    O olhar não é feminista. (15% marcaram)

  • E

    Achava-se que elas eram incapazes, não que fossem subverter. (9% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 4.147.127 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIMédiaParâmetro B: 658 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 11ª mais difícil de 50 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram31,3%dos candidatos marcaram a A
Habilidade 9 · Competência 3Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.
Como os candidatos responderam
  • A31,3% ✓ gabarito
  • B30,8%
  • C13,5%
  • D15%
  • E9%

Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Linguagens
  • abaixo de 50021,8%
  • 500 a 60032,4%
  • 600 a 70048,5%
  • 700 ou mais70,5%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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