Questão 85 do Enem 2017: a falsa promessa em Kant
Nos outros cadernos: amarelo 68 · branco 71 · rosa 66
Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
De acordo com a moral kantiana, a "falsa promessa de pagamento" representada no texto
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Como a moral de Kant julga a falsa promessa.
O que o texto diz
A máxima seria: “prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá”.
A resposta
Pelo imperativo categórico, só devo agir segundo uma regra que possa valer para todos. Se todos fizessem falsas promessas, ninguém mais acreditaria em promessas. Ela opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
A discussão participativa é de Habermas. (17,3% marcaram)
- B
A vida futura na Terra é ideia de Hans Jonas. (12% marcaram)
- D
Foi a mais marcada. "Os fins justificam os meios" é o oposto de Kant. (39,4% marcaram)
- E
A maior felicidade é critério do utilitarismo. (8,6% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 4.697.840 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,5% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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