Questão 128 do Enem 2014: Tarefa, de Geir Campos
Nos outros cadernos: amarelo 107 · cinza 115 · rosa 123
Tarefa
Morder o fruto amargo e não cuspir
Mas avisar aos outros quanto é amargo
Cumprir o trato injusto e não falhar
Mas avisar aos outros quanto é injusto
Sofrer o esquema falso e não ceder
Mas avisar aos outros quanto é falso
Dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a não pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.
CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.
Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas” articulam, para além de sua função sintática,
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que o “mas” articula no poema.
O que o texto diz
“Morder o fruto amargo e não cuspir / Mas avisar aos outros quanto é amargo”, e assim por diante.
A resposta
Aguentar é a primeira parte; o que realmente importa vem depois do “mas”: avisar os outros, o que levará à mudança. O “mas” faz a introdução do argumento mais forte de uma sequência.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Os verbos (morder × avisar) não são semelhantes. (13,3% marcaram)
- B
Foi a mais marcada. As ações se somam; não são inconciliáveis. (31,6% marcaram)
- D
Não há causa introduzida. (16,7% marcaram)
- E
Intensidade não é função do “mas”. (17% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.977.729 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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