Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 73 do Enem 2025: o canibalismo para europeus e para os tupis

Enem 2025 · 1º dia · caderno azul · História · África e povos indígenas

Nos outros cadernos: amarelo 88 · branco 65 · verde 70 · laranja 65 · roxa 65

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A selvageria — empoderamento.

Entre esses preconceitos estava o canibalismo. A prática não era, porém, uma mentira, uma invenção europeia, mas um ritual controlado por regras. Entre os tupis, por exemplo, os guerreiros se sentiam honrados quando morriam em um banquete canibal. Para os europeus, no entanto, comer carne humana era abominável, pois nem mesmo os leões ingeriam seus semelhantes. Portanto, para os conquistadores, o canibalismo era sinônimo de barbarismo e da incapacidade de se autogovernar.

RAMINELLI, R. Canibalismo para alemão ver. In: FIGUEIREDO, L. (Org.). História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).

No texto, europeus e ameríndios atribuíram à prática relatada, respectivamente, o significado de

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

Que sentido o canibalismo tinha para os europeus e para os indígenas, nessa ordem.

Para os europeus

Comer carne humana era “abominável”, “sinônimo de barbarismo” e de incapacidade de se governar. Ou seja, selvageria.

Para os tupis

Era um “ritual controlado por regras”, e os guerreiros “se sentiam honrados” ao morrer no banquete. O ritual dava prestígio e força ao guerreiro, o que a alternativa chama de empoderamento.

A resposta

O mesmo ritual tinha sentidos opostos: barbárie para quem via de fora, honra para quem o praticava.

Alternativa A.

A Gabarito: alternativa A

Por que as outras alternativas estão erradas

  • B

    Os europeus não viam impetuosidade, e sim barbárie; e o texto não fala de resistência indígena. (8,9% marcaram)

  • C

    Para os tupis, morrer no ritual era honra, o contrário de humilhação. (9,3% marcaram)

  • D

    Foi a errada mais marcada. Os indígenas não viam o ritual como violência; e "intolerância" não é o que os europeus atribuíam à prática. (16,3% marcaram)

  • E

    Os europeus não viam o ritual como repressão, e o texto não fala de justiça. (6,2% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.390.666 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 539 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 39ª mais difícil de 45 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram58,4%dos candidatos marcaram a A
Habilidade 15 · Competência 3Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.
Como os candidatos responderam
  • A58,4% ✓ gabarito
  • B8,9%
  • C9,3%
  • D16,3%
  • E6,2%

Em branco: 0,7% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Ciências Humanas
  • abaixo de 50035,1%
  • 500 a 60069,5%
  • 600 a 70095,5%
  • 700 ou mais99,9%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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