Questão 109 do Enem 2025 PPL: o risco da terapia com células-tronco no diabetes
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O uso de terapias celulares no tratamento do diabetes mellitus tem crescido nos últimos anos, com destaque, inclusive, para pesquisas brasileiras. Os critérios de inclusão para participação em uma dessas pesquisas exigem o diagnóstico precoce da doença em jovens com baixa produção de insulina. Os procedimentos terapêuticos envolvem a coleta de células-tronco do próprio paciente, imunossupressão com quimioterapia e transplante das células.
LOJUDICE, F. H.; SOGAYAR, M. C. Células-tronco no tratamento e cura do diabetes mellitus. Ciência & Saúde Coletiva, n. 1, 2008 (adaptado).
Qual é o risco da utilização dessa nova biotecnologia?
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Resolução comentada
O que a questão pede
O risco do tratamento descrito.
A etapa perigosa
O procedimento tem três etapas: coletar células-tronco do próprio paciente, fazer imunossupressão com quimioterapia e transplantar as células.
A imunossupressão serve para “desligar” o ataque do sistema imune às células produtoras de insulina (o diabetes tipo 1 é autoimune). Mas, com o sistema de defesa enfraquecido, o paciente fica vulnerável a infecções oportunistas: micro-organismos que normalmente não causariam doença numa pessoa saudável.
Rejeição não é o problema, porque as células são do próprio paciente.
Alternativa D.
D Gabarito: alternativa D
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
O conflito ético envolve sobretudo células-tronco de embriões. Aqui elas são do próprio paciente adulto. (7,7% marcaram)
- B
Foi a mais marcada. As células são do próprio paciente (transplante autólogo): o corpo as reconhece como suas, e o risco de rejeição é mínimo. (41,1% marcaram)
- C
Resistência à insulina é característica do diabetes tipo 2. A pesquisa é com jovens com baixa produção de insulina (tipo 1), e a terapia não causa resistência. (17,7% marcaram)
- E
Com células do próprio paciente, a compatibilidade é total: não há por que testar. (6,2% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 665 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,2%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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