Questão 73 do Enem 2024: a xilogravura e as capas de cordel
Nos outros cadernos: amarelo 80 · branco 61 · verde 54 · roxa 54
As capas dos folhetos de cordel, já então ilustradas por postais fotográficos, desenhos ou fotogramas de filmes, demoravam mais de uma semana para serem transformadas em clichês em Recife ou Fortaleza, o que levou a que santeiros e artesãos locais fossem requisitados para cortar na umburana — madeira preferida para o taco xilográfico pela facilidade do talhe e abundância — princesas, dragões, cangaceiros.
CARVALHO, G. Xilogravura: os percursos da criação popular. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 39, 1986 (adaptado).
No início do século XX, a incorporação da técnica de produção descrita no texto promoveu uma renovação da
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Resolução comentada
O que a questão pede
O que a xilogravura renovou no cordel.
O que o texto diz
- As capas dos folhetos usavam postais, desenhos e fotogramas.
- Os clichês demoravam a ficar prontos.
- Artesãos locais passaram a talhar as imagens em madeira de umburana.
A resposta
A xilogravura mudou a aparência dos folhetos: as capas ganharam o estilo talhado em madeira, que virou a marca visual do cordel. É uma renovação da estética editorial.
A B é a armadilha: o texto dos folhetos continuou o mesmo; o que mudou foi a capa.
Alternativa D.
D Gabarito: alternativa D
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
O cordel é literatura popular, e não jornalismo. (14,1% marcaram)
- B
A xilogravura mudou as capas, e não o texto dos folhetos. (22,8% marcaram)
- C
Foi a mais marcada. Era um trabalho artesanal, e não industrial. (26,6% marcaram)
- E
O cordel e a xilogravura são cultura popular. (10,8% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.167.955 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,6% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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