Questão 21 do Enem 2024: o diadema kayapó e a arte plumária
Nos outros cadernos: amarelo 20 · verde 23 · branco 15
TEXTO I
A linguagem visual dos adornos transmite informações sobre prestígio e transgressão, direito e dever, pois só é permitido ao indivíduo o uso de adornos de sua linhagem. Quando diretamente vinculadas aos conceitos cosmológicos, as artes indígenas convertem-se antes em prismas que refletem as concepções acerca da composição do universo e dos componentes que o povoam.
AGUILAR, N. (Org.); DIAS, J. A. B. F.; VELTHEN, L. H. V. Mostra do redescobrimento: artes indígenas. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo-Associação Brasil 500 anos, 2000 (adaptado).
TEXTO II

Diadema (etnia Kayapó). Estados do Mato Grosso e Pará. Museu de Arte Indígena, s.d. Disponível em: www.maimuseu.com.br. Acesso em: 11 jul. 2024.
Pela leitura desses textos, infere-se que a compreensão da arte plumária indígena requer a consideração da
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Resolução comentada
O que a questão pede
O que é preciso considerar para entender a arte plumária.
O que o texto diz
- Os adornos transmitem “prestígio e transgressão, direito e dever”.
- “Só é permitido ao indivíduo o uso de adornos de sua linhagem.”
A resposta
O cocar não é só bonito: diz quem a pessoa é no grupo. Entender a arte plumária requer a indissociabilidade entre objetos ritualísticos e os papéis dos indivíduos na comunidade.
Alternativa E.
E Gabarito: alternativa E
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Foi a errada mais marcada. É o contrário: os adornos marcam prestígio e linhagem, ou seja, hierarquia. (21,4% marcaram)
- B
O texto liga os adornos às relações sociais, não os põe abaixo da natureza. (20,6% marcaram)
- C
Não se fala em mudança constante. (17,1% marcaram)
- D
O adorno define bem a posição de cada um. (17,4% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.166.666 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,4% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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