Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 126 do Enem 2024: a proteína spike nas vacinas contra covid-19

Enem 2024 · 2º dia · caderno azul · Biologia · Saúde e doenças

Nos outros cadernos: amarelo 99 · verde 127 · cinza 103

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A produção de anticorpos específicos contra os vírus.

Indústrias farmacêuticas e instituições científicas têm trabalhado no desenvolvimento de diferentes vacinas contra a covid-19. Em algumas dessas vacinas, a principal estrutura antigênica é uma proteína de superfície viral chamada espícula (spike, em inglês). Essa proteína só existe em coronavírus, incluindo o SARS-CoV-2. Ela se liga a receptores de membrana específicos das células humanas por um mecanismo do tipo "chave-fechadura". Dessa forma, os vírus entram nas células, podendo se multiplicar e acarretar a doença.

O que são vacinas? Disponível em: www.cienciaviva.pt. Acesso em: 30 nov. 2021 (adaptado).

Nessas vacinas, essa proteína viral induz a

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Resolução comentada

O que a questão pede

Na vacina, a proteína spike funciona como antígeno. A pergunta é o que um antígeno provoca no organismo.

Como a vacina funciona

Um antígeno é qualquer molécula que o sistema imune reconhece como estranha. Ao entrar em contato com a spike da vacina, o organismo:

  1. Reconhece a proteína como estranha;
  2. Ativa linfócitos B, que passam a produzir anticorpos específicos contra ela;
  3. Forma células de memória, que ficam no corpo e respondem rápido se o vírus de verdade aparecer.

Como a spike só existe no coronavírus, os anticorpos produzidos são específicos contra ele.

Por que isso protege

Lembra do “chave-fechadura” do texto? A spike é a chave que o vírus usa para entrar nas células. Os anticorpos se grudam nessa chave e impedem o encaixe no receptor. O vírus não consegue entrar e é eliminado.

Isso é imunidade ativa: o próprio corpo produz a defesa. Por isso a proteção da vacina leva alguns dias para se formar, mas dura muito mais que a de um soro.

Alternativa A.

A Gabarito: alternativa A

Por que as outras alternativas estão erradas

  • B

    Vacina gera imunidade ativa: é o próprio organismo que produz os anticorpos. Imunidade passiva é receber anticorpos prontos, como num soro ou no leite materno. (10,7% marcaram)

  • C

    A memória imunológica não depende de alterar o genoma das nossas células. Ela vem de linfócitos de memória que ficam no corpo depois do primeiro contato com o antígeno. (14,7% marcaram)

  • D

    A proteína da vacina não neutraliza nada sozinha. Quem neutraliza os vírus são os anticorpos que o organismo produz em resposta a ela. (7,8% marcaram)

  • E

    A vacina não muda os receptores das nossas células. O que ela faz é preparar anticorpos que se grudam na spike e a impedem de encaixar nesses receptores. (17,1% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.002.203 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIMédiaParâmetro B: 657 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 16ª mais difícil de 44 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram49,4%dos candidatos marcaram a A
Habilidade 11 · Competência 3Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos biotecnológicos.
Como os candidatos responderam
  • A49,4% ✓ gabarito
  • B10,7%
  • C14,7%
  • D7,8%
  • E17,1%

Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Ciências da Natureza
  • abaixo de 50047,4%
  • 500 a 60048,8%
  • 600 a 70060,5%
  • 700 ou mais91,1%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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