Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 65 do Enem 2023: o reconhecimento tardio de Lina Bo Bardi

Enem 2023 · 1º dia · caderno azul · Sociologia · Desigualdade e exclusão

Nos outros cadernos: amarelo 86 · branco 75 · rosa 53 · laranja 53 · verde 53 · leitor tela 53

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A equidade de gênero.

Foto do MASP, na Avenida Paulista: o prédio de vidro escuro suspenso por quatro grandes pilares vermelhos, com um vão livre embaixo

Nas reportagens publicadas sobre a inauguração do Museu de Arte de São Paulo, em 1947, quando ele ainda ocupava um edifício na rua Sete de Abril, Lina Bo Bardi não foi mencionada nenhuma vez. A arquiteta era responsável pelo projeto do museu que mudaria para sempre a posição de São Paulo no circuito mundial das artes. Mas não houve nenhum registro disso. O louvor se concentrou em seu marido e parceiro profissional, o respeitado crítico de arte Pietro Maria Bardi. Passados 75 anos, a mulher então ignorada recebeu um Leão de Ouro póstumo, a maior homenagem da Bienal de Arquitetura de Veneza, e tem agora sua história contada em duas biografias de peso, que procuram destrinchar uma carreira marcada pela ousadia e pela contradição.

PORTO, W. Lina Bo Bardi tem sua arquitetura contraditória destrinchada em biografias. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 nov. 2021 (adaptado).

As transformações pelas quais passaram as sociedades ocidentais e que possibilitaram o reconhecimento recente do trabalho da arquiteta mencionada no texto foram resultado das mobilizações sociais pela

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Resolução comentada

O que a questão pede

Que mobilizações tornaram possível o reconhecimento de Lina Bo Bardi.

O que o texto diz

  • Lina projetou o museu, mas não foi citada na inauguração.
  • O mérito ficou com o marido.
  • 75 anos depois, recebeu um Leão de Ouro e biografias.

A resposta

Durante muito tempo, o trabalho de mulheres foi creditado aos homens ao lado delas. O reconhecimento tardio veio com as lutas feministas para que homens e mulheres sejam tratados igualmente: as mobilizações pela equidade de gênero.

Alternativa A.

A Gabarito: alternativa A

Por que as outras alternativas estão erradas

  • B

    Foi a errada mais marcada. Lina não foi censurada; foi ignorada por ser mulher. (19,4% marcaram)

  • C

    O direito de voto já existia; o problema era outro reconhecimento. (5% marcaram)

  • D

    Lina teve a oportunidade de projetar; faltou o reconhecimento, ligado ao gênero. (17,8% marcaram)

  • E

    "Reciprocidade de tratamento" não é o nome de uma luta social. (8,9% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.817.512 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 556 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 28ª mais difícil de 45 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram48%dos candidatos marcaram a A
Habilidade 13 · Competência 3Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.
Como os candidatos responderam
  • A48% ✓ gabarito
  • B19,4%
  • C5%
  • D17,8%
  • E8,9%

Em branco: 0,8% · Mais de uma marcada: 0%

Quanto acertaram, por nota em Ciências Humanas
  • abaixo de 50018,9%
  • 500 a 60052,7%
  • 600 a 70092,3%
  • 700 ou mais99,5%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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