Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 63 do Enem 2025 PPL: o que os movimentos feministas contestaram

Enem 2025 PPL · 1º dia · caderno azul · Sociologia · Desigualdade e exclusão

Nos outros cadernos: amarelo 54 · branco 58 · verde 77 · laranja 58

Só quer conferir? Ver o gabarito

B Naturalização da intimidade familiar no modelo patriarcal.

Violência contra a mulher

Crime que se confunde com paixão

Chamar de "passional" a violência física contra as mulheres impetrada por homens com os quais elas se relacionavam, por exemplo, já ajudou a aceitar agressões por décadas. Segundo o documento Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil, publicado em 2018 pelo Senado Federal, até a década de 1970, esse tipo de ofensiva era considerado aceitável pela população, na medida em que fazia parte apenas da esfera privada. É a expressão do dito popular que reitera que "em briga de marido e mulher, não se mete a colher". "Ah, mas se mete sim" — começaram a dizer os movimentos feministas que ganharam força naquele período. Essas vozes foram ainda por muito tempo ignoradas pelo Estado, que, assim, permitiu a vitimização de muitas mulheres.

Disponível em: www.almg.gov.br. Acesso em: 2 out. 2019 (adaptado).

De acordo com o texto, qual posicionamento foi contestado pelos movimentos sociais mencionados?

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

Que ideia os movimentos feministas contestaram.

O que o texto diz

  • A agressão contra a mulher era vista como “passional” e aceitável, por fazer parte da esfera privada.
  • O ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher” resumia essa visão.
  • As feministas responderam: “Ah, mas se mete sim”.

A resposta

O que se contestava era tratar a violência dentro de casa como assunto natural e privado do casal, numa família em que o homem mandava. É a naturalização da intimidade familiar no modelo patriarcal.

A C é a armadilha: as feministas queriam justamente levar a violência doméstica para o debate público.

Alternativa B.

B Gabarito: alternativa B

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    O texto fala de violência, e não de tarefas domésticas. (5,8% marcaram)

  • C

    Foi a errada mais marcada. É o contrário: as feministas queriam tornar pública a violência; o que contestavam era mantê-la escondida. (29,2% marcaram)

  • D

    O problema não é valorizar o amor, e sim usar a "paixão" para desculpar agressões. (7,4% marcaram)

  • E

    As feministas defendiam a igualdade; não a contestavam. (6,4% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 312 candidatos que fizeram a prova.

Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 597 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 17ª mais difícil de 44 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram50,6%dos candidatos marcaram a B
Habilidade 13 · Competência 3Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.
Como os candidatos responderam
  • A5,8%
  • B50,6% ✓ gabarito
  • C29,2%
  • D7,4%
  • E6,4%

Em branco: 0,6% · Mais de uma marcada: 0%

Quanto acertaram, por nota em Ciências Humanas
  • abaixo de 50018,7%
  • 500 a 60049%
  • 600 a 70068,4%
  • 700 ou mais81,2%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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