Questão 29 do Enem 2021: “Reaprender a ler notícias”
Nos outros cadernos: amarelo 35 · branco 20 · rosa 40
Reaprender a ler notícias
Não dá mais para ler um jornal, revista ou assistir a um telejornal da mesma forma que fazíamos até o surgimento da rede mundial de computadores. O Observatório da Imprensa antecipou isso lá nos idos de 1996 quando cunhou o slogan “Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”. De fato, hoje já não basta mais ler o que está escrito ou falado para estar bem informado. É preciso conhecer as entrelinhas e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas, porque cada ser humano vê o mundo de uma forma diferente. Ter um pé atrás passou a ser a regra básica número um de quem passa os olhos por uma primeira página, capa de revista ou chamadas de um noticiário na TV.
Há uma diferença importante entre desconfiar de tudo e procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato, dado ou evento. Apenas desconfiar não resolve porque se trata de uma atitude passiva. É claro, tudo começa com a dúvida, mas a partir dela é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar, procurar os elementos ocultos que sempre existem numa notícia. No começo é um esforço solitário que pode se tornar coletivo à medida que mais pessoas descobrem sua vulnerabilidade informativa.
Disponível em: www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 30 set. 2015 (adaptado).
No texto, os argumentos apresentados permitem inferir que o objetivo do autor é convencer os leitores a
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O objetivo do autor com seus argumentos.
O que o texto diz
- “Ter um pé atrás passou a ser a regra básica número um”.
- “Apenas desconfiar não resolve […] é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar”.
A resposta
O autor quer leitores que desconfiem e depois procurem os vários lados do fato. Ele busca convencê-los a adotarem uma postura crítica em relação às informações recebidas.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Foi a errada mais marcada. O autor diz que não há isenção absoluta: a saída é o leitor investigar. (30,1% marcaram)
- B
Grandes jornais não recebem preferência. (4,7% marcaram)
- D
A internet marca a mudança no leitor, não uma crítica ao jornalismo antigo. (6,3% marcaram)
- E
“não há objetividade e nem isenção absolutas”. (5,3% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.299.643 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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