Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 32 do Enem 2019: a irisina e o exercício

Enem 2019 · 1º dia · caderno azul · Educação Física · Corpo e saúde

Nos outros cadernos: amarelo 28 · rosa 35 · branco 14 · laranja 28

Só quer conferir? Ver o gabarito

E se produzem outros hormônios e há outros benefícios com o exercício.

Emagrecer sem exercício?

Hormônio aumenta a esperança de perder gordura sem sair do sofá. A solução viria em cápsulas.

O sonho dos sedentários ganhou novo aliado. Um estudo publicado na revista científica Nature, em janeiro, sugere que é possível modificar a gordura corporal sem fazer exercício. Pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute e da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, isolaram em laboratório a irisina, hormônio naturalmente produzido pelas células musculares durante os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida ou pedalada. A substância foi aplicada em ratos e agiu como se eles tivessem se exercitado, inclusive com efeito protetor contra o diabetes.

O segredo foi a conversão de gordura branca — aquela que estoca energia inerte e estraga nossa silhueta — em marrom. Mais comum em bebês, e praticamente inexistente em adultos, esse tipo de gordura serve para nos aquecer. E, nesse processo, gasta uma energia tremenda. Como efeito colateral, afinaria nossa silhueta.

A expectativa é que, se o hormônio funcionar da mesma forma em humanos, surja em breve um novo medicamento para emagrecer. Mas ele estaria longe de substituir por completo os benefícios da atividade física. “Possivelmente existem muitos outros hormônios musculares liberados durante o exercício e ainda não descobertos”, diz o fisiologista Paul Coen, professor assistente da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. A irisina não fortalece os músculos, por exemplo. E para ficar com aquele tríceps de fazer inveja só o levantamento de controle remoto não daria conta.

LIMA, F. Galileu. São Paulo, n. 248, mar. 2012.

Para convencer o leitor de que o exercício físico é importante, o autor usa a estratégia de divulgar que

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

A estratégia para mostrar que o exercício segue importante.

O que o texto diz

  • O remédio “estaria longe de substituir por completo os benefícios da atividade física”.
  • “Possivelmente existem muitos outros hormônios musculares liberados durante o exercício”; “A irisina não fortalece os músculos”.

A resposta

Mesmo com a pílula, o exercício oferece o que ela não dá. O autor divulga que se produzem outros hormônios e há outros benefícios com o exercício.

Alternativa E.

E Gabarito: alternativa E

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    O texto não fala de doenças causadas pelo sedentarismo. (13% marcaram)

  • B

    A conversão é feita pela irisina, que pode vir em cápsula. (9,9% marcaram)

  • C

    A irisina pode ser isolada em laboratório. (13% marcaram)

  • D

    Também a cápsula afinaria a silhueta. (8% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.923.046 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 523 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 39ª mais difícil de 49 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram55,7%dos candidatos marcaram a E
Habilidade 24 · Competência 7Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras.
Como os candidatos responderam
  • A13%
  • B9,9%
  • C13%
  • D8%
  • E55,7% ✓ gabarito

Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,2%

Quanto acertaram, por nota em Linguagens
  • abaixo de 50021,3%
  • 500 a 60069,3%
  • 600 a 70097,7%
  • 700 ou mais100%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

Mandar no WhatsApp

Mais questões de corpo e saúde