Questão 49 do Enem 2018: o filósofo entre o saber e a ignorância
Nos outros cadernos: amarelo 60 · branco 73 · rosa 90
O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento.
MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).
O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
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Resolução comentada
O que a questão pede
O que caracteriza a atividade do filósofo.
O que o texto diz
- O filósofo tem “o gosto da evidência” e “o sentido da ambiguidade”.
- Vai “do saber à ignorância, da ignorância ao saber”.
A resposta
Busca clareza e rigor, mas nunca para de perguntar. O filósofo se caracteriza por conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.
Alternativa D.
D Gabarito: alternativa D
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
O texto não trata de opiniões em choque. (16% marcaram)
- B
Foi a errada mais marcada. Ideias inatas não são citadas. (18,8% marcaram)
- C
O filósofo recusa instalar-se no saber absoluto. (18,4% marcaram)
- E
Princípios fundamentais não são o tema. (17,4% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 4.146.561 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,6% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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