Questão 22 do Enem 2016 PPL: o pão que me alimentou ontem
Nos outros cadernos: amarelo 26 · branco 30 · rosa 35
Pode-se admitir que a experiência passada dá somente uma informação direta e segura sobre determinados objetos em determinados períodos do tempo, dos quais ela teve conhecimento. Todavia, é esta a principal questão sobre a qual gostaria de insistir: por que esta experiência tem de ser estendida a tempos futuros e a outros objetos que, pelo que sabemos, unicamente são similares em aparência. O pão que outrora comi alimentou-me, isto é, um corpo dotado de tais qualidades sensíveis estava, a este tempo, dotado de tais poderes desconhecidos. Mas, segue-se daí que este outro pão deve também alimentar-me como ocorreu na outra vez, e que qualidades sensíveis semelhantes devem sempre ser acompanhadas de poderes ocultos semelhantes? A consequência não parece de nenhum modo necessária.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.
O problema descrito no texto tem como consequência a
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Resolução comentada
O que a questão pede
A consequência do problema levantado por Hume.
O que o texto diz
A experiência informa sobre casos passados, mas por que estendê-la “a tempos futuros e a outros objetos”? “A consequência não parece de nenhum modo necessária.”
A resposta
Leis científicas generalizam a partir de casos observados. Se essa passagem não é garantida, fica difícil sustentar as leis só na experiência. A consequência é a dificuldade de se fundamentar as leis científicas em bases empíricas.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Hume nega que observações virem universais com segurança. (14,7% marcaram)
- B
Foi a errada mais marcada. As teorias perdem garantia, e não ganham normatividade. (25,2% marcaram)
- D
Hume é empirista; não descarta a experiência. (18,3% marcaram)
- E
Hume mostra que essa correspondência não é necessária. (13,5% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 159.834 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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