Questão 39 do Enem 2015: aparecer é mais do que ser
Nos outros cadernos: amarelo 2 · branco 8 · rosa 43
Na sociedade contemporânea, onde as relações sociais tendem a reger-se por imagens midiáticas, a imagem de um indivíduo, principalmente na indústria do espetáculo, pode agregar valor econômico na medida de seu incremento técnico: amplitude do espelhamento e da atenção pública. Aparecer é então mais do que ser; o sujeito é famoso porque é falado. Nesse âmbito, a lógica circulatória do mercado, ao mesmo tempo que acena democraticamente para as massas com supostos "ganhos distributivos" (a informação ilimitada, a quebra das supostas hierarquias culturais), afeta a velha cultura disseminada na esfera pública. A participação nas redes sociais, a obsessão dos selfies, tanto falar e ser falado quanto ser visto são índices do desejo de "espelhamento".
SODRÉ, M. Disponível em: http://alias.estadao.com.br. Acesso em: 9 fev. 2015 (adaptado).
A crítica contida no texto sobre a sociedade contemporânea enfatiza
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que a crítica do texto enfatiza.
O que o texto diz
“Aparecer é então mais do que ser”; as selfies e o “ser visto” mostram “o desejo de espelhamento”.
A resposta
O sujeito constrói quem é a partir da própria imagem, voltado para si mesmo e para ser visto. A crítica enfatiza a prática identitária autorreferente.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
Os "ganhos" democráticos aparecem entre aspas, como supostos. (6,8% marcaram)
- C
Foi a errada mais marcada. Notícias não são o foco. (21,4% marcaram)
- D
A difusão de informação não é o centro da crítica. (17% marcaram)
- E
Convergência tecnológica não aparece. (18,2% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.751.609 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0,2%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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