Questão 60 do Enem 2013: por que o canibalismo sexual evoluiu
Nos outros cadernos: amarelo 64 · branco 51 · rosa 67
As fêmeas de algumas espécies de aranhas, escorpiões e de outros invertebrados predam os machos após a cópula e inseminação. Como exemplo, fêmeas canibais do inseto conhecido como louva-a-deus, Tenodera aridofolia, possuem até 63% da sua dieta composta por machos parceiros. Para as fêmeas, o canibalismo sexual pode assegurar a obtenção de nutrientes importantes na reprodução. Com esse incremento na dieta, elas geralmente produzem maior quantidade de ovos.
BORGES, J. C. Jogo mortal. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado).
Apesar de ser um comportamento aparentemente desvantajoso para os machos, o canibalismo sexual evoluiu nesses táxons animais porque
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Resolução comentada
O que a questão pede
Por que um comportamento que mata o macho foi favorecido pela evolução.
O que importa na evolução
A seleção natural favorece o que aumenta o número de descendentes, não a sobrevivência em si.
O ganho para os dois
- A fêmea se alimenta bem e produz mais ovos.
- O macho já fez a cópula: os ovos extras são filhos dele. Seu corpo vira nutrição para a própria prole.
Os dois aumentam o sucesso reprodutivo, e o comportamento passa adiante.
Alternativa B.
B Gabarito: alternativa B
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Foi a errada mais marcada. O comportamento não muda o nicho ocupado pela espécie. (21,9% marcaram)
- C
O macho já inseminou a fêmea: seus genes passam para a prole. (9,8% marcaram)
- D
Isso é um custo para o macho, não a razão de o comportamento ter evoluído. (13,3% marcaram)
- E
O canibalismo não reduz a variabilidade genética. (12,2% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 5.201.188 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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