Questão 31 do Enem 2012: metade sorte, metade nossa
Nos outros cadernos: amarelo 45 · branco 27 · rosa 10
Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Como o trecho liga Maquiavel ao humanismo.
O que o texto diz
Contra a ideia de que tudo é decidido “por Deus e pelo acaso”, o livre-arbítrio controla “a outra metade”.
A resposta
O humanismo põe o homem e sua razão no centro: o governante pode agir e mudar o rumo dos fatos. Maquiavel afirma a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Ele relativiza a interferência divina. (26,4% marcaram)
- B
Ele aceita o acaso em metade. (5,8% marcaram)
- D
O Renascimento valorizava o passado clássico. (6,6% marcaram)
- E
Foi a mais marcada. Ele separa política e fé. (38,5% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 4.218.565 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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