Questão 82 do Enem 2025 PPL: Agostinho, a presciência e o livre-arbítrio
Nos outros cadernos: amarelo 83 · branco 87 · verde 51 · laranja 87
Sem negar que Deus prevê todos os acontecimentos futuros, entretanto nós queremos livremente aquilo que queremos. Porque, se o objeto da presciência divina é a nossa vontade, é essa mesma vontade assim prevista que se realizará. Haverá, pois, um ato de vontade livre, já que Deus vê esse ato livre com antecedência.
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995 (adaptado).
Refletindo sobre o Deus onisciente e suas criaturas, o autor sustenta a
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Resolução comentada
O que a questão pede
O que Agostinho defende sobre o saber de Deus e a vontade humana.
O que o texto diz
- Deus prevê todos os acontecimentos futuros.
- Mesmo assim, queremos livremente.
- Deus vê com antecedência o ato livre que vamos fazer.
A resposta
Para Agostinho, o conhecimento de Deus (uma cognição transcendente, acima do mundo) vem antes do ato humano, mas não o obriga: Deus sabe o que vamos escolher livremente. A ideia central é a precedência da cognição transcendental sobre o agir humano, sem que isso destrua a liberdade.
A A foi a mais marcada, mas o texto não fala de Deus “cooperando” com o conhecimento humano.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
O texto não fala em cooperação: Deus conhece, e o homem quer; não há soma de saberes. (37,5% marcaram)
- B
"Facticidade" é um termo da filosofia contemporânea; e o texto trata da relação com o saber de Deus, e não com os fatos do mundo. (19,2% marcaram)
- D
O texto defende a vontade livre, e não a resignação. (7,7% marcaram)
- E
O texto não fala das necessidades da condição humana. (13,5% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 312 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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