Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 37 do Enem 2022: a positividade tóxica nas redes

Enem 2022 · 1º dia · caderno azul · Língua Portuguesa · Tecnologias da comunicação

Nos outros cadernos: amarelo 10 · rosa 24 · branco 26 · laranja 26

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A representações estereotipadas e superficiais de felicidade.

“Vida perfeita” em redes sociais pode afetar a saúde mental

Nas várias redes sociais que povoam a internet, os chamados digital influencers estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida. Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, ditando tendência e mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral, algo bem improvável de ocorrer o tempo todo, aponta Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência.

A problemática pode surgir com a busca incessante por essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quem consome diariamente a “vida perfeita” de outros. Daí vem o conceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo, aliada a uma vida editada para as redes sociais. Para manter a saúde mental e evitar ser atingido pela positividade tóxica, o uso racional das redes sociais é o mais indicado, aconselha a médica psiquiatra Renata Nayara Figueiredo, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr).

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 21 nov. 2021 (adaptado).

Associada ao ideário de uma “vida perfeita”, a positividade tóxica mencionada no texto é um fenômeno social recente, que se constitui com base em

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

Em que se baseia a positividade tóxica.

O que o texto diz

Influenciadores “estão sempre felizes”, com “alegria em tempo integral, algo bem improvável”; “discurso positivo, aliada a uma vida editada para as redes sociais”.

A resposta

A felicidade mostrada é um modelo pronto e editado, que não corresponde à vida real. A positividade tóxica se baseia em representações estereotipadas e superficiais de felicidade.

Alternativa A.

A Gabarito: alternativa A

Por que as outras alternativas estão erradas

  • B

    Não há novo sentido de alegria; há uma imagem falsa dela. (6,4% marcaram)

  • C

    Foi a errada mais marcada. O problema não é ser caro, é ser irreal. (11,2% marcaram)

  • D

    Os influenciadores não são contraditórios: são sempre felizes. (8,5% marcaram)

  • E

    O corpo é só um dos itens. (6,1% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.491.503 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 470 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 46ª mais difícil de 50 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram67,3%dos candidatos marcaram a A
Habilidade 30 · Competência 9Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem.
Como os candidatos responderam
  • A67,3% ✓ gabarito
  • B6,4%
  • C11,2%
  • D8,5%
  • E6,1%

Em branco: 0,4% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Linguagens
  • abaixo de 50041,5%
  • 500 a 60081%
  • 600 a 70089,2%
  • 700 ou mais95,5%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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