Espaço da Física · Prof. Flávio

Questão 26 do Enem 2021 PPL: como o WhatsApp ganha dinheiro

Enem 2021 PPL · 1º dia · caderno azul · Língua Portuguesa · Tecnologias da comunicação

Nos outros cadernos: amarelo 42 · rosa 23 · branco 28

Só quer conferir? Ver o gabarito

D valor das informações no mundo contemporâneo.

Não cobra assinatura. Não cobra para fazer o download. Não tem anúncios. Não tem compras dentro do aplicativo. Mas, então, como o WhatsApp ganha dinheiro? Ou melhor, que tipo de magia fez o Facebook decidir comprar o app por R$ 19 bilhões, em 2014?

Quando fundado em 2009, o WhatsApp cobrava US1porinstalac\ca~oemalgunspaıˊses.Emoutros,aempresacobravaUS1 por instalação em alguns países. Em outros, a empresa cobrava US 1 por ano como forma simbólica de assinatura. E, em alguns outros, o app era completamente gratuito, caso do Brasil.

Em agosto de 2014, ano da compra pelo Facebook, cerca de 600 milhões de pessoas usavam o aplicativo de mensagens. Até setembro do mesmo ano, os relatórios financeiros do Facebook apontavam que o faturamento da empresa não ultrapassava a casa do US$ 1,3 milhão, menos de um centésimo do valor da compra. Se você pensou “então o WhatsApp não dá dinheiro”, isso faz algum sentido. O que levou o Facebook a gastar tanto, então?

Especialistas apontam o “big data” — campo da tecnologia que lida com grandes volumes de dados digitais — como impulsionador da compra. Com mais informações, a empresa pode analisar melhor o comportamento dos usuários.

Em agosto de 2016, o WhatsApp começou a compartilhar dados com o Facebook. O objetivo? Fomentar relações entre as bases de Facebook, WhatsApp e Instagram — sugerir amizades em uma rede com base em contatos da outra, por exemplo — mas, principalmente, otimizar a recomendação de publicidade. Afinal, é aí que está o maior volume de faturamento do Facebook atualmente.

Disponível em: https://noticias.uol.com.br. Acesso em: 4 jun. 2019 (adaptado).

As estratégias descritas no texto para a obtenção de lucro de forma indireta fundamentam-se no(a)

Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.

Resolução comentada

O que a questão pede

Em que se fundamenta o lucro indireto descrito.

O que o texto diz

  • O “big data” é apontado “como impulsionador da compra”.
  • O compartilhamento de dados serve “principalmente” para “otimizar a recomendação de publicidade”.

A resposta

O aplicativo não cobra nada; quem paga a conta são os dados dos usuários, usados para vender anúncios. As estratégias se fundamentam no valor das informações no mundo contemporâneo.

Alternativa D.

D Gabarito: alternativa D

Por que as outras alternativas estão erradas

  • A

    O comportamento é analisado, não reconhecido como mudança. (20,5% marcaram)

  • B

    Foi a errada mais marcada. Monopólio não é mencionado. (31,2% marcaram)

  • C

    A compra é o meio; o que justifica o preço são os dados. (5,9% marcaram)

  • E

    A gratuidade é o ponto de partida, não o fundamento do lucro. (7,6% marcaram)

Raio-X da questão

Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 77.496 candidatos que fizeram a prova.

Dificuldade pela TRIFácilParâmetro B: 562 pontosFácil abaixo de 600, média de 600 a 700, difícil a partir de 700. É a 24ª mais difícil de 49 questões válidas desta prova. O parâmetro B, na escala de notas do Enem (500 + 100 · b), é a nota em que o candidato passa a ter mais chance de acertar a questão do que de errar, sem contar o chute.
Acertaram34,4%dos candidatos marcaram a D
Habilidade 28 · Competência 9Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
Como os candidatos responderam
  • A20,5%
  • B31,2%
  • C5,9%
  • D34,4% ✓ gabarito
  • E7,6%

Em branco: 0,3% · Mais de uma marcada: 0,1%

Quanto acertaram, por nota em Linguagens
  • abaixo de 50017,2%
  • 500 a 60047,2%
  • 600 a 70089,1%
  • 700 ou mais100%

Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.

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