Questão 88 do Enem 2020: por que o Tietê está morto
Nos outros cadernos: amarelo 61 · branco 60 · rosa 69
TEXTO I

Rio Tietê, São Paulo (SP). Foto: Delfim Martins/Pulsar.
TEXTO II
O Rio Tietê está morto. Ao menos uma parte dele: 137 quilômetros, para ser mais preciso. Uma pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica mostra que, em 2016, o trecho do rio com qualidade de água classificada como ruim ou péssima começa em Itaquaquecetuba, passa por toda a Região Metropolitana de São Paulo e chega até Cabreúva, já no interior de São Paulo. Nesse trecho, a água não tem oxigênio suficiente para abrigar vida.
Disponível em: http://epoca.globo.com. Acesso em: 7 dez. 2017 (adaptado).
Considerando a análise dos textos, a condição atual desse rio tem como origem a
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Resolução comentada
O que a questão pede
A origem da “morte” do Tietê.
O que os textos mostram
- O rio corta a Região Metropolitana de São Paulo, canalizado.
- Em 137 km, a água “não tem oxigênio” para abrigar vida.
A resposta
Esgoto doméstico e efluentes industriais da metrópole são lançados no rio. As bactérias que decompõem essa matéria orgânica consomem o oxigênio. A origem é a recepção de densa carga de dejetos.
Alternativa C.
C Gabarito: alternativa C
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
A valorização do terreno não tira o oxigênio da água. (6,5% marcaram)
- B
Foi a errada mais marcada. Perder a mata ciliar prejudica, mas não mata o rio. (16,5% marcaram)
- D
Captar chuva não polui. (8,3% marcaram)
- E
Agrotóxicos não são o problema principal na metrópole. (11,6% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 2.663.542 candidatos que fizeram a prova.
Em branco: 0,4% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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