Questão 22 do Enem 2018 PPL: a história da leitura no Brasil
Nos outros cadernos: amarelo 15 · branco 19 · rosa 28
A ascensão das novas tecnologias de comunicação causou alvoroço, quando não gerou discursos apocalípticos acerca da finitude dos objetos nos quais se ancorava a cultura letrada. As atenções voltaram-se, sobretudo, para o mais difundido de todos esses objetos: o livro impresso. A crer nesses diagnósticos sombrios, os livros e a noção romântica de autoria estavam fadados ao desaparecimento. O triunfo do hipertexto e a difusão dos e-books inscreveriam um marco na linha do tempo, semelhante aos daqueles suscitados pelo advento da escrita e da “revolução do impresso”. Decerto porque as mudanças no padrão tecnológico de comunicação alteram práticas e representações culturais. Contudo, os investigadores insistem que uma perspectiva evolutiva e progressiva acaba por obscurecer o fato de que as normas, as funções e os usos da cultura letrada não são compartilhados de maneira igual, como também não anulam as formas precedentes.
Apesar dos avanços, a história da leitura não pode restringir seu interesse ao livro, tendo de considerar outras formas de impresso de ampla circulação e suportes de textos não impressos. Isso é particularmente relevante no Brasil, onde a imprensa aportou tardiamente e o letramento custou a se espalhar pela sociedade.
SCHAPOCHNIK, N. Cultura letrada: objetos e práticas – uma introdução. In: ABREU, M.; SCHAPOCHNIK, N. (Org.). Cultura letrada no Brasil: objetos e práticas. Campinas: Mercado das Letras, 2005 (adaptado).
Nesse texto, ao abordar o desenvolvimento da cultura letrada no país, o autor defende a ideia de que
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
A ideia defendida pelo autor.
O que o texto diz
- Os usos da cultura letrada “não anulam as formas precedentes”.
- A história da leitura deve “considerar outras formas de impresso […] e suportes de textos não impressos”.
A resposta
Livro, impressos diversos, textos não impressos e e-books convivem e formam juntos a história da leitura. O autor defende que práticas distintas constroem a história da leitura.
Alternativa E.
E Gabarito: alternativa E
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Foi a errada mais marcada. O autor critica essa visão “apocalíptica”. (22,8% marcaram)
- B
A mídia não é o tema. (9,6% marcaram)
- C
As novas “não anulam as formas precedentes”. (19,2% marcaram)
- D
Não há juízo de prejuízo. (20,3% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 1.123 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0% · Mais de uma marcada: 0%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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