Questão 37 do Enem 2017 PPL: Jaime Prades e a inspiração no lixo
Nos outros cadernos: amarelo 19 · branco 22 · rosa 18
Inspiração no lixo
O paulistano Jaime Prades, um dos precursores do grafite e da arte urbana, chegou ao lixo por sua intensa relação com as ruas de São Paulo. “A partir da década de 1980, passei a perceber o desastre que é a ecologia urbana. Quando a gente fala em questão ambiental, sempre se refere à natureza, mas a crise ambiental urbana é forte”, diz Prades. Inspirado pela obra de Frans Krajcberg, há quatro anos Jaime Prades decidiu construir uma árvore gigante no Parque do Ibirapuera ou em outro local público, feita com sobras de madeira garimpadas em caçambas. “Elas são como os intestinos da cidade, são vísceras expostas”, conta Prades. “Percebi que cada pedaço de madeira carregava a memória da árvore de onde ela veio. Percebi que não estava só reciclando, e sim resgatando”. Sua árvore gigante ainda não vingou, mas a ideia evoluiu. Agora, ele pretende criar uma plataforma na internet para estimular outros artistas a fazer o mesmo. “Teríamos uma floresta virtual planetária, na qual se colocariam essas questões de forma poética, criando uma discussão enriquecedora.”
VIEIRA, A. National Geographic Brasil, n. 65-A, 2015.
O texto tematiza algumas transformações das funções da arte na atualidade. No trabalho citado, do artista Jaime Prades, considera-se a
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que o trabalho de Prades considera.
O que o texto diz
“passei a perceber o desastre que é a ecologia urbana”; a árvore seria feita “com sobras de madeira garimpadas em caçambas”; a floresta virtual colocaria “essas questões de forma poética”.
A resposta
Com o lixo da cidade, a obra faz pensar no estrago ambiental que nós mesmos causamos. Considera-se a reflexão sobre a responsabilidade ambiental do homem.
Alternativa A.
A Gabarito: alternativa A
Por que as outras alternativas estão erradas
- B
A poesia serve ao debate, não o substitui. (10,4% marcaram)
- C
O foco é a crise urbana, não o belo natural. (10,3% marcaram)
- D
A memória da madeira é detalhe. (12,1% marcaram)
- E
Foi a errada mais marcada. Não se trata de consumo. (14,2% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 1.032 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0,2%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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