Questão 16 do Enem 2017 PPL: “Jornal de papel”, de Míriam Leitão
Nos outros cadernos: amarelo 39 · branco 36 · rosa 33
O jornal vai morrer. É a ameaça mais constante dos especialistas. E essa nem é uma profecia nova. Há anos a frase é repetida. Experiências são feitas para atrair leitores na era da comunicação nervosa, rápida, multicolorida, performática. Mas o que é o jornal? Onde mora seu encanto?
O que é sedutor no jornal é ser ele mesmo e nenhum outro formato de comunicação de ideias, histórias, imagens e notícias. No tempo das muitas mídias, o que precisa ser entendido é que cada um tem um espaço, um jeito, uma personalidade.
Quando surge uma nova mídia, há sempre os que a apresentam como tendência irreversível, modeladora do futuro inevitável e fatal. Depois se descobre que nada é substituído e o novo se agrega ao mesmo conjunto de seres através dos quais nos comunicamos.
Os jornais vão acabar, garantem os especialistas. E, por isso, dizem que é preciso fazer jornal parecer com as outras formas da comunicação mais rápida, eletrônica, digital. Assim, eles morrerão mais rapidamente. Jornal tem seu jeito. É imagem, palavra, informação, ideia, opinião, humor, debate, de uma forma só dele.
Nesse tempo tão mutante em que se tuíta para milhares, que retuítam para outros milhares o que foi postado nos blogs, o que está nos sites dos veículos on-line, que chance tem um jornal de papel que traz uma notícia estática, uma foto parada, um infográfico fixo?
Terá mais chance se continuar sendo jornal.
LEITÃO, M. Jornal de papel. O Tempo, n. 5 684, 8 jul. 2012 (adaptado).
Muito se fala sobre o impacto causado pelas tecnologias da comunicação e da informação nas diferentes mídias. A partir da análise do texto, conclui-se que essas tecnologias
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
O que se conclui sobre as novas tecnologias.
O que o texto diz
“Depois se descobre que nada é substituído e o novo se agrega ao mesmo conjunto de seres através dos quais nos comunicamos.”; “cada um tem um espaço, um jeito”.
A resposta
Para a autora, a mídia nova não mata a velha: ela se soma, e cada uma tem seu lugar. As tecnologias contribuem para a coexistência de diversos modos de produção e veiculação de conhecimento.
Alternativa E.
E Gabarito: alternativa E
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
O texto reconhece que há mudanças. (5,4% marcaram)
- B
Foi a mais marcada. A autora nega a ruptura. (32,2% marcaram)
- C
Ela não vê o jornal como obsoleto. (22,9% marcaram)
- D
“nada é substituído”. (14,1% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 1.032 candidatos que fizeram a prova.
Esta aplicação teve poucos candidatos, então as porcentagens oscilam mais do que na prova regular.
Em branco: 0,1% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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