Questão 22 do Enem 2010: duas versões da Guerra do Paraguai
Nos outros cadernos: amarelo 22 · branco 22 · rosa 22
Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai.
CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).
O imperialismo inglês, "destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre". Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão.
DORATIOTO, F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).
Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre
Tente antes de ler a resolução: toque numa alternativa.
Resolução comentada
O que a questão pede
Sobre o que os dois autores refletem.
O que os textos dizem
- Chiavenatto: a guerra foi armada pela Inglaterra.
- Doratioto: essa teoria é “conspiratória” e “não tem provas documentais”.
A resposta
Um critica a história oficial; o outro critica a explicação do primeiro. Ambos discutem a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.
Alternativa D.
D Gabarito: alternativa D
Por que as outras alternativas estão erradas
- A
Foi a errada mais marcada. Doratioto usa muitas fontes. (20,8% marcaram)
- B
Nenhum é positivista. (12,9% marcaram)
- C
Não houve tropas britânicas. (20,4% marcaram)
- E
Crueldade não é o tema comum. (10,9% marcaram)
Raio-X da questão
Dados oficiais dos microdados do Inep: respostas de 3.370.400 candidatos que fizeram a prova.
O Inep tirou esta questão do cálculo da nota (não permitiu a convergência do algoritmo de estimação da tri): ela continua com gabarito, mas acertar ou errar não mudou a nota de ninguém. Por isso ela não tem parâmetros da TRI.
Em branco: 0,2% · Mais de uma marcada: 0,1%
Quando o acerto sobe muito de uma faixa para a outra, a questão separa bem quem domina o conteúdo de quem não domina. Na TRI, isso é o parâmetro de discriminação.
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